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Madrugada


 

Acordei no meio da madrugada com um arrepio na nuca que me percorreu como um sopro elétrico, me causando um frisson no bico do peito. Por um instante, pensei que fosse apenas o frio ou o tecido leve do baby doll, mas na verdade o que me despertou foi o toque de alguém.

Entre o sonho e o real, senti suas mãos explorando o contorno do meu corpo, levantando devagar a minha blusa, como quem decifra um segredo, fazendo a dobra do tecido deslizar propositalmente nos meus seios enquanto repousava sua boca suavemente no meu abdômen, me olhando com cara de más intensões. Ao tirar minha roupa por completo, o ar pareceu se incendiar, colocou minha cintura entre seus joelhos e sentou sobre mim em silêncio, como quem domina e admira ao mesmo tempo. Seu olhar me prendeu, me atravessou como um espelho revelando ternura, curiosidade e fome. Toques lentos, quase rituais, percorriam minha pele como se cada gesto fosse uma palavra dita em uma língua secreta só nossa. Encontrou meus seios e os massageou com a calma de quem conhecia o meu corpo, foi quando, como uma vampira, mordeu minha nuca sedenta, como quem queria sugar todo o meu tesão pela pele, agarrei seu tórax por impulso te trazendo mais pra perto de mim e gemendo baixinho no seu ouvido. A respiração dela e a minha se confundiam, como se o ar entre nós fosse o mesmo.

Insaciável começou a descer com a boca pelo meu corpo, ambas sabíamos onde isso ia terminar, mas ela foi sem pressa aproveitando cada parte do caminho. Conforme ia deslizando pra baixo minhas mãos iam deslizando pelas suas costas juntamente com as minhas unhas que cravavam na sua pele como um termômetro do prazer. Mordiscou suavemente a minha coxa até chegar no meu íntimo, lambeu suavemente de cima pra baixo e começou a retirar e colocar a sua língua no meu sexo. Ela estava gostando dessa brincadeira, dava pequenas pausas, me entre olhava só pra me instigar e me ver entregue. O tempo parava só restava o nosso corpo pedindo mais, como se o desejo tivesse tomado forma própria, e cada vez que voltava ia com mais sede ao pote me chupando, me lambendo e contornando com a língua em cada centímetro. Enquanto isso, eu puxava a parte de trás do seu cabelo me aproximando cada vez mais da sua boca. Do nada, quando eu estava enlouquecendo, simplesmente parou e me olhou com aquele ar de atrevida sacando, não sei de onde, um vibrador pequenininho e posicionou exatamente em cima do meu grelo com uma vibração suave e enfiou dois dedos. Eu me desestabilizei por completo, soltei um gemido profundo sentindo aquela vibração gostosa me adentrar e se mover de acordo com seu toque. 

Conforme eu ia me contorcendo na cama você ia aumentando o ritmo da vibração e dos movimentos até me levar ao êxtase, gemendo alto e te chamando de vagabunda gostosa. Foi quando acordei novamente, completamente excitada e sem você ali. Bom, sem você fisicamente pelo menos. Só me restou lamber os meus dedos molhados, pra lembrar do beijo com gosto de buceta, que você me daria no final de tudo, se não tivesse apenas sido um sonho.


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