Escrevo sobre o amor como quem molda uma lenda. O transformo em tempestade, em furacão, em abismo. E às vezes me pergunto: será que faço um desserviço? Será que encho o mundo de palavras que inflamam e queimam, quando às vezes só se precisa de um sopro morno, de uma brisa de fim de tarde? Quando comecei a escrever, foi porque não cabia em mim. A paixão era um incêndio, e a única maneira de não virar cinza era despejar as palavras no papel, dar forma ao caos interno. Eu escrevia para entender. Eu escrevia para não me afogar. E as palavras me guiavam pelo labirinto do que sentia. Mas hoje eu sei que há mais do que o amor que chacoalha a alma. Há também o amor que acalma. O amor que não é fogo, mas brasas quentes em uma lareira acesa no inverno. Que não exige metáforas grandiosas, porque existe na simplicidade de um sorriso entre goles de cerveja, do toque distraído nos dedos, do prato de comida que já se sabe de cor o gosto. Quantas vezes me frustrei por esperar um amor que explodi...
Bem-vinda a um espaço onde as palavras dançam ao ritmo de olhares roubados, toques sutis e sentimentos intensos. Aqui, cada conto sáfico é um mergulho em conexões profundas, amores inesperados e momentos que fazem o coração acelerar. Entre paixões suaves e tempestades arrebatadoras, descubra histórias que celebram o amor entre mulheres em todas as suas formas. ✨ Se permita sentir, sonhar e se apaixonar a cada linha. ✨